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sábado, 11 de maio de 2013

Nadar e morrer na praia


Estevão, homem cheio da graça e do poder de Deus, realizava grandes maravilhas e sinais entre o povo. Contudo, levantou-se oposição dos membros da chamada Sinagoga dos Libertos, dos judeus de Cirene e de Alexandria, bem como das províncias da Cilícia e da Ásia. Esses homens começaram a discutir com Estevão, mas não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que ele falava. 
Atos 6:8-10

No início do capítulo 6, depreendemos que se havia aumentado consideravelmente a quantidade de discípulos para que os Doze Apóstolos cuidassem. E devido a esse crescimento, estava acontecendo uma falha no atendimento às necessidades de algumas viúvas dos judeus de fala grega.
Era comum que os Apóstolos servissem a todos, mas era necessário, para que eles não estivessem servindo as mesas e comprometendo o ministério da Oração e da Palavra, a escolha de mais pessoas para ajudar na obra do Senhor. Nesse momento, três características eram fundamentais para a escolha do “obreiro”.
1º. Ter bom testemunho – Ser moderado, respeitável e aplicado a Palavra;
2º. Ser cheio do Espírito Santo – Espiritualmente maduro, ter comunhão com Deus;
3º. Ser cheio de Sabedoria – Bom ouvinte, prático e conhecedor.

Os apóstolos foram ensinados por Jesus e moldados pelas mãos do oleiro, alguns foram quebrados e restaurados. E agora eles tinham que orar, ensinar e servir como o fez Jesus. Dentre os sete homens que foram feitos diáconos – palavra que vem do verbo servir – temos aqui em destaque, Estevão.

A Bíblia diz que Estevão tinha essas características e que era poderosamente usado por Deus. Ele foi apresentado perante os apóstolos, que o apresentaram, juntamente com mais outros seis, a Deus.

Quando conhecemos a Cristo, começamos a ir mais profundo na Sua Palavra. Isso vai aos poucos moldando o nosso caráter e nos tornando cada vez mais parecidos com Ele. Assim como foi com Estevão.

É importante para nós, ter as características acima citadas para que possamos servir a Deus e aos nossos irmãos. Assim como os Doze estavam preocupados com a excelência da Obra, dando prioridade à Oração e a pregação da Palavra, nós também devemos observar esses passos.

Não adianta ser levantado como “obreiro”, diácono, servir em um determinado lugar e em outro, agir de forma incondizente com os ensinamentos de Cristo. Ter má reputação, não obstante, ser uma liderança ministerial.
As pessoas estão muito preocupadas com o fazer algo, mas assim como os apóstolos observaram, ser verdadeiro, cheio do Espírito Santo e buscar a sabedoria na Palavra de Deus é primordial para a Sua obra.

Muitos “servem” nas igrejas, louvam ou pregam nos altares, orientam jovens, casais ou crianças, mas quando estão longe das dependências eclesiásticas, são empresários, funcionários que mentem e enganam seus clientes e fornecedores, são genros ou noras que odeiam suas sogras, são pessoas que ignoram e desprezam outras, e não se permitem perdoar ninguém. Quer dizer, estiveram com Jesus no barco, mas a tempestade os derrubou no mar, estão nadando de volta a margem para esperar a calmaria. O problema é que quando se está distante de Jesus, no mar, não se tem controle e é levado pela correnteza e até que suas forças se acabem e assim, nadam, nadam e acabam morrendo na praia.

Estevão também é um ótimo exemplo de testemunho para nós cristãos. Assim como Jesus, crucificado, pediu a Deus que perdoasse seus assassinos, lemos em Atos 7.59:60 “E apedrejaram a Estevão que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito.
E, pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. E, tendo dito isto, adormeceu.”
O Apóstolo Paulo, antes Saulo, participou da morte de Estevão conforme Atos 7.57:58. Mesmo assim Deus o perdoou. Talvez Estevão não soubesse o que o Senhor faria na vida de Saulo, e como seria uma ferramenta poderosa para o crescimento do Reino de Deus. Estevão  aprendeu a amar como Jesus. Não negou sua fé e amou como Cristo.
Devemos perdoar, ainda que traídos, ignorados, soframos decepções. Além do que há aqui, há o porvir. E esse é o sentido do amor. Diante das frustrações e apedrejamentos, suportar e perdoar, de joelhos esperando ter um verdadeiro encontro com O Senhor.

Você pula do barco quando rejeita a cruz, nega a fé, não perdoa seus ofensores, foge nas tribulações. E Assim, nadando até morrer na praia.

Que Deus o abençoe.
Seja uma fonte de benção. Compartilhe vida e libertação. Divulgue este blog.


Por Flademir Bernardo





terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Perdoa os meus pecados




“O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia.” Provérbios 28:13

“Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri. Dizia eu: Confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado. (Selá.)” Salmos 32:5

“E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas.
Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade.
Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.”
  1 João 1:5-10

A Palavra de Deus nos incentiva a confessar os nossos pecados ao Senhor, pois Ele é capaz de nos perdoar e purificar. Confessar o pecado não significa simplesmente contar à Deus o que Ele já sabe, pois Deus é onisciente, mas significa arrepender-se verdadeiramente e insistir sinceramente em não cometer mais o pecado. Ao sondar o coração humano, o Senhor consegue acessar sentimentos em áreas que por mais profundos e obscuros que estejam sendo escondidos, são revelados a Ele.
O coração do homem é enganoso, segundo as Escrituras Sagradas. Por isso, devemos confiar no Senhor de todo o nosso coração e não se apoiar em nosso próprio entendimento, como está escrito em Provérbios 3.5.

Ao experimentar o pecado, a pessoa sente uma dose de prazer. Eu comparo essa sensação com a seguinte situação: Uma pessoa vai à praia com os amigos. Afinal, a praia é um lugar de diversão, para relaxar, “desopilar a mente” como dizem por aí.  Então essa pessoa vai dar um mergulho no mar com esses amigos, sendo que eles podem ficar em um lugar com água batendo acima da cintura e sentir que estão ainda em uma zona de segurança. Mas o mar tem ondas, e o movimento dessas águas, juntamente com a suave corrente marinha que está ali, quase despercebida os fazem ir para o fundo. Mas o papo está bom, e uma zona de conforto e falsa segurança criada pela falta de atenção os fazem ir para mais fundo, até o momento em que se torna necessário a intervenção de outras pessoas para ajudar a tirar aqueles jovens dali. Uns são resgatados com mais facilidade que outros que foram para a parte mais funda. Ou seja, pouco a pouco, vamos nos acostumando com o pecado, criando uma falsa sensação de bem estar, que nos cega, impossibilitando identificar os perigos que nos cercam. “Pois a inconstância dos inexperientes os matará, e a falsa segurança dos tolos os destruirá;” Provérbios 1:32

Quando as pessoas descobrem que pecamos, começamos a maquinar meios, estórias e até estratégias para encobrir ou negar a história. E se não é possível encobrir o acontecido, as pessoas costumam plantar em si um sentimento de que aquilo não foi tão grave, de que aquilo foi passageiro e que não vai acontecer de novo, menosprezando o pecado, sem saber que na verdade ele está fortalecendo sua atitude inconscientemente. Pois nesse caso ninguém precisou se arrepender. Não houve interferência, não houve cortes nas raízes do mal. Perceba que se você vê o seu pecado como algo insignificante, sua rejeição a ele está sendo insignificante também. Sendo assim, ainda haverá possibilidade de cometê-lo novamente.

Atitudes como essa, onde não se sente as conseqüências da gravidade do pecado cometido, nos tornam zumbis, verdadeiros mortos-vivos. Insensíveis à culpa, à vergonha, e a dor que causamos aos outros que sofrem por nos amar ou gemem por não ter mais forças para chorar. E a consciência “enlameada”, limpada com pano úmido em contato com poeira , importando somente o reflexo imaculado em um espelho quebrado.

O que acontece nesse caso, e isso é muito perigoso, é a possibilidade de estar pensando ou lembrando-se do pecado sem estar decidido a abandoná-lo.
A Palavra de Deus nos ensina a expor nossas fraquezas, revelar a Ele nossos pensamentos, declarando nossa dependência d’Ele.
Muitas vezes queremos ouvir pessoas que passaram ou experimentaram algo semelhante do que vivemos, sendo que não é a afinidade com alguém que poderá realmente fazer a diferença, mas a maturidade, a sinceridade e a espiritualidade que conta no final. Tenha certeza disso: As verdades muitas vezes machucam, mas as mentiras causam feridas maiores ainda.
Por isso, quando pecamos, precisamos nos reconciliar com Deus. Agindo assim, estamos sendo sinceros com Ele, dizendo: Senhor, eu não quero mais pecar. Me ajuda, Pai.
Estamos nos reconciliando com aquele a quem ofendemos. Estamos demonstrando que amamos à Deus não somente com os lábios, mas com todo o nosso coração, com todo o nosso ser. Quando tomamos Deus por referência em nossas vidas, percebemos que o “pecadinho” se torna enorme. Porque Deus não se mistura com o pecado. Ele é puro.
Precisamos querer estar na Luz, porque as trevas encobrem os pecados, mas a luz os revela.

Nossa consciência precisa estar limpa. Nossas vestes devem ser lavadas pelo sangue de Jesus Cristo.
Precisamos fazer valer em nossas vidas, o sacrifício de Cristo na Cruz.

Precisamos saber tomar decisões importantes e não podemos ficar de braços abertos esperando esse momento chegar.
Correr para a Luz é o primeiro passo a ser dado. Correr para os braços do Pai.

Não se acostume com o esconderijo que permite que suas fraquezas sejam fortalecidas. Quando éramos crianças, nos escondíamos, brincando de esconde-esconde, era bom saber que ninguém podia nos achar. O problema é que na vida real, não se pode brincar com o pecado, muito menos tentar se esconder de Deus. Queira ser encontrado. Permita que Deus te encontre hoje. E confesse a Ele, somente à Ele, o que se passa no teu coração. Ele vai te ouvir, te entender e te ajudar.

Creia nisso. Existem pessoas que te amam e oram por sua vida, para que você não seja atingido pelo inimigo, e ainda que seja atingido, elas oram para que o Senhor te dê força para resistir e ser fortalecido na dificuldade. Coragem!

Ore à Deus, dizendo: Pai, perdoa os meus pecados. Eu não estou conseguindo caminhar sozinho. Eu preciso de Ti ao meu lado. Eu não quero me enganar, nem tentar te enganar. Quero ser sincero. Ajuda-me. Em nome de Jesus.

Deus está contigo!

Que Deus o abençoe.
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Por Flademir Bernardo


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