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sexta-feira, 26 de abril de 2013

Um pastel de vento





Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz!
Filipenses 2:5-8

Um dia Deus criou o homem. Ele o fez a sua imagem e semelhança. Como um pai que ama o filho, o Criador passeava com ele em seu jardim e conversavam constantemente, ensinando e orientando sobre a vida. Mas um dia o homem deixou de ouvir os conselhos do Pai e passou a permitir que ensinamentos de estranhos e pensamentos de dúvida permeassem sua mente.
E a razão de ter se submetido a outras doutrinas, dado ouvidos a voz de estranhos, acabou por manchar a consciência e a sua pureza original. Inevitavelmente, afastou-se da presença do seu Pai.

Não é de se admirar que um adolescente quando se integra a um grupo de jovens que são envolvidos com drogas, crimes, altera os seus hábitos e seus modos dentro de casa. Seu comportamento e tratamento com os familiares começam a mudar, pois os valores e percepções passam a divergir, enfraquecendo, assim, os laços familiares.
E pouco a pouco o pai vai perdendo o filho. Nessa caminhada, de um lado, o pai luta por ele, do outro, o mundo.

A decisão de se estar, fazer, querer, continuar ou não, nesse caso, é do jovem, mas enquanto isso há uma inevitável luta travada entre o pai e o agente que o desmembrou.

Perceba como é fácil entender e relacionar as duas situações acima. Isso porque, hoje, podemos identificar como os valores de família estão se perdendo, como a violência está cada vez mais explícita e não há espaço para a voz da correção. Parece que o “errado” tornou-se o “correto”.

Cada vez mais o homem tem buscado extrair do seu entendimento informações que estão além da sua compreensão, coisas que só o Criador pode explicar. Essa busca frenética por crescimento, “custe o que custar”, o está afastando cada vez mais de Deus. Eis o motivo das desventuras, para não dizer “desgraças”, que estamos vendo atualmente.

Um rei chamado Salomão possuía uma sabedoria que a nenhum outro homem havia sido concedida. Mesmo assim, isso não garantiu sua fidelidade para com O Senhor, pois no final de sua vida, Salomão ainda cometeu terríveis pecados contra Deus.
Uma sabedoria dada pelo Criador e mais uma vez o filho não deu ouvidos, mesmo sabendo que se andasse nos caminhos de Deus e guardasse os Seus estatutos e mandamentos, teria seus dias prolongados.

Muitos homens têm se empenhado em usar sua inteligência para encontrar a sabedoria que está nas mentes de pensadores, encharcando-se de teorias científicas. Apenas teorias. Quando lemos Provérbios 2:6 “Porque o SENHOR dá a sabedoria; da sua boca é que vem o conhecimento e o entendimento”, assim como Provérbios 4:5 “Adquire sabedoria, adquire inteligência, e não te esqueças nem te apartes das palavras da minha boca”.
Vemos que Deus está advertindo o homem sobre o bom uso da sabedoria e conhecimento, pois a imprudência com estas ferramentas pode levá-lo a confiar em suas próprias palavras, deixando de lado os ensinamentos do Pai. “Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apóie em seu próprio entendimento” Provérbios 3:5.

Nem sempre o homem vai compreender o agir de Deus. Existem mistérios que o homem ainda não está preparado para ver ou ouvir: “Todavia, como está escrito: "Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam” 1Coríntios 2:9. O homem em sua limitação deve reconhecer sua condição de filho, de discípulo, de criatura.

As pessoas costumam complicar a clareza da Palavra de Deus, buscando detalhes escondidos onde não existem. Basta uma leitura simples neste trecho bíblico de João 14:6 que diz: “Respondeu Jesus: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.Outro versículo muito parecido com este, consolida essa realidade: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” João 8:32.
Jesus é o caminho que nos leva ao ponto de origem. Ele nos leva ao Pai. É preciso conhecer verdadeiramente a Jesus para ser liberto de si mesmo, do mundo.

Quanto mais o “eu” cresce em nós, menos “Ele” terá espaço em nossas vidas. Apenas Deus pode preencher completamente as lacunas no coração do homem. Caso contrário, estará cheio de si, de conceitos limitados, incompletos, inflados como um “pastel de vento”.
Este pode ser encontrado com facilidade em algumas lanchonetes. O pastel de vento, geralmente, é procurado por que tem um preço mais acessível do que os demais. Por fora é robusto, grande, aparenta estar bem recheado, mas na verdade, dentro não tem nada além do que ar. Quando esfria, o pastel fica murcho e feio. Não alimenta, apenas engana a fome.

Assim é o homem cheio de si. É como um “pastel de vento”. Sábio aos seus próprios olhos, soberbo, cheio de títulos, contradizente, se aproveitam de momentos de euforia. Diferente do homem cheio de Deus que quando fala, não fala de si. Suas palavras avivam, alimentam a alma, não enganam, se comprometem com a verdade e não com suas vontades. São dependentes do Pai.

Os mistérios de Deus não são fáceis, ou talvez possíveis de se entender. Deus cria o homem, e permite que um caderno com páginas em branco seja escrito a cada passo, cada escolha feita. Isto se chama livre arbítrio, o qual o homem na mesma vontade de afastar-se de Deus, pode também voltar à sua presença. O Senhor, fora do tempo em que vivemos, está em outro que compreende todos. O passado, o presente e o futuro ao simultaneamente.
Homens cheios de vento questionam a sabedoria e o amor do Pai, ao tentar induzir erroneamente o pensamento de que Ele cria um ser sabendo que este vai para o inferno e outro para o paraíso.
O caderno em branco começa a ser escrito, viram-se as páginas e sabe-se que mais folhas têm para serem preenchidas. Representam o passado, o presente e o futuro da vida de um homem que está vivendo e fazendo suas escolhas. Não que Deus estivesse no passado, já sabendo o que viria no final, mas simplesmente porque Ele abrange todos os tempos. Ele já estava lá e permite que o homem chegue aonde quer chegar, da forma que quer chegar, da sua vontade ou abnegando-se.

Estejamos livres para sermos a imagem e a semelhança daquele que nos criou. Que a cada dia reconheçamos nossa pequenez diante de Deus. Sejamos cônscios de nossa natureza pecaminosa. E saibamos que somente através de Jesus podemos voltar às origens (a presença de Deus) para sermos preenchidos com o que realmente nos completa de forma plena.

Pastéis de vento estão, cada vez mais, ocupando assento nos espaços políticos, nas igrejas, nas frentes midiáticas. Estejamos atentos para o que nos foi dito: “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência”. 1 Timóteo 4.1:2


Que Deus o abençoe.
Seja uma fonte de benção. Compartilhe vida e libertação. Divulgue este blog.


Por Flademir Bernardo


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