Receba Nosso Feed

Receba Todas as Nossas Atualizações em Seu E-mail:

Páginas

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Persevere até o fim



Ela tinha o rosto transfigurado pelo excessivo esforço e o andar arrastado devido às fortes cãibras. Ignorando a todo momento os médicos que a acompanhavam de perto e pediam para que ela desistisse.

Quando falamos em promessa, para a maioria das pessoas que lêem a Bíblia, não há outro nome que lhes venha à memória como o de Abraão. Afinal, sua realidade na época não era em nada favorecida pela ordenança que o Senhor lhe havia dado. Aos olhos de um homem natural, a ordem de sair da sua terra, deixar a sua parentela e ir para um destino completamente desconhecido seria um tiro no escuro no mínimo irresponsável, mas Abraão que na época chamava-se Abrão não viu assim. E por essa confiança no Senhor, Abraão foi conhecido como pai da fé, pois sem questionar nada do que lhe era dito ou ordenado, simplesmente cumpria a vontade do Senhor. Em 2Cr 20.7, Abraão é reconhecido como “amigo de Deus”.

Como um homem casado, deixa sua parentela rumando a uma terra desconhecida, levando sua esposa e seu sobrinho (Ló) sem questionar? Algumas pessoas pediriam um mapa, uma trajetória para se localizar e não se sentirem perdidas, mas ele não fez isso. Talvez a voz do Senhor naquele momento lhe dava a certeza de que Ele estava no controle da situação.

Nessa viagem, chegando a Canaã O Senhor lhe disse: “Darei esta terra a seus filhos”. Abrão simplesmente e novamente creu e ergueu um altar ao Senhor. Mas aí surgem alguns questionamentos:

1º - Talvez Abrão pensasse que a terra que O Senhor lhe daria seria um terra virgem ou sem moradores habitando, mas não, aquela terra era habitada por cananeus, muitos mercadores.
2º - Como O Senhor daria aquela terra aos filhos de Abrão se sua esposa tinha o ventre amortecido, ou seja, incapaz de gerar vida. Sarai era estéril e ter filhos era um sonho que não dependia deles. O que se passava na mente de Abrão com seus 75 anos?

Uma terra já ocupada que pertenceria aos filhos de uma mulher que não podia gerar filhos. Para completar Deus muda o seu nome Abrão (o Pai exaltado) para Abraão (Pai de multidões). Para um homem natural tudo seria uma brincadeira, uma pegadinha de Deus, mas para um homem espiritual, um homem de fé, é a vontade de Deus e o seu amor rompendo as barreiras da impossibilidade.

São algumas dúvidas que com certeza eram automaticamente apagadas do pensamento de Abraão no momento em que sua fé era praticada.

Trazendo para nossas vidas, aprendemos que a fé ultrapassa os limites da possibilidade, pois através dela, agradamos ao Senhor no tocante a confiança total e incondicional que temos n’Ele.
Nada é impossível para nosso Deus. Deus tem um plano e uma promessa para cada pessoa, mas sabemos que nem todos usufruirão dessa promessa. Poucos têm fé suficiente para acreditar no impossível, muitos simplesmente não crêem em Deus.
Quantas pessoas se decepcionam com pastores, irmãos da igreja ou até com a igreja e se afastam do Senhor? Sem saber e outras sabendo que ao se afastar do Senhor estão renunciando o seu chamado, a sua promessa. E o que o Senhor tem a ver com a sua decepção e com essas pessoas que te decepcionaram? Se confiarmos n’Ele, Ele não nos decepcionará. Então eu pergunto: - Em que está fundamentada a sua fé? Em quem está fundamentada a sua fé?
O problema é que na verdade, muitos procuram um bode expiratório, alguém para pôr a culpa e se livrar de algum “auto julgamento” em que a própria consciência o levaria a ver-se culpado de sua vontade mundana, vícios e suas concupiscências carnais, e assim essa pessoa cauteriza na mente essa idéia de que alguém foi o culpado pelo fato de ter abandono a sua fé. Já outros simplesmente assumem a sua responsabilidade, dizendo: “a culpa foi minha mesmo”, deixando o aprisco das ovelhas e caminhando por terras “brejadas”, cheias de lama, sujando sua lã e quanto mais lama, mais difícil torna-se limpar a lã. Até que com suas próprias patinhas retorne desse abismo e permita que o Espírito Santo purifique e lave essa ovelha, antes que o “lobo devorador” a destrua.
Mas recapitulando sobre a perseverança e a fé de Abraão, aprendemos que diante das dificuldades não devemos retroceder, muito menos temer, pois se Deus promete, Ele cumpre.

A promessa da Terra feita à Abraão passa pela história marcante de Moisés, um homem gago que Deus levantou para retirar do Egito o povo de Deus. Perceba que as circunstâncias também não eram tão favoráveis a ele.
Moisés retira o povo do Egito, com a intervenção de Deus, e no caminho pelo deserto, talvez muitos gritavam: “- Glória à Deus! Hoje o Senhor nos tirou do Egito... Somos livres!”. Quando de repente se deparam com o Mar Vermelho à sua frente e logo atrás vinha o exército de Faraó para destruí-los.  O que se passou na mente do povo? E na mente de Moisés? Se Deus não tivesse prometido, ali seria o fim. Mas diante de tantos acontecimentos, como abrir o mar vermelho e permitir que o povo o atravessasse a pés enxutos e no deserto proteger o povo do calor escaldante como uma nuvem que os acompanhava de dia e uma como uma coluna de fogo que os aquecia e protegia das feras do deserto à noite. Ainda assim, muitos murmuravam e desfaleciam sua fé.

Josué foi o sucessor de Moisés após sua morte. E para Josué que recebeu a oportunidade de entrar na Terra prometida, talvez ele pensasse... “- Puxa! É agora... Graças à Deus, conseguimos!”. Mas tem um detalhe nessa história. A terra estava cheia de habitantes, ou seja, para quem pensava que a promessa viria de bandeja se enganou. Josué, porém, estava disposto a liderar o povo e lutar para conseguir a vitória e conquistar o que lhe foi prometido.
Ao chegar na terra prometida, eles acamparam próximo a uma cidade chamada Jericó. Diante daquela colossal estrutura, Deus diz: “- durante seis dias contornareis a cidade com todos os homens de guerra e no sétimo dia, rodeareis a cidade sete vezes e os sacerdotes tocarão as trombetas. Ao som das trombetas o povo também gritará e o muro então cairá por terra...”.
Não fazia muito sentido para Josué, rodear a cidade com todos os guerreiros durante os sete dias, mas ele não questionou, pois não havia nada para se confiar plenamente além da voz de Deus.
A ordem do Senhor muitas vezes pode não fazer sentido, mas como questioná-lo, se Ele está além do tempo presente.
Aprendemos que quando Deus promete algo, temos que crer e confiar. O processo de conquista pode ser demorado, doloroso, mas Deus sempre dá escapes e quando nos dispomos a lutar, por mais difícil ou impossível que pareça, Deus continuará sendo fiel e sua palavra não volta atrás.

Não desista. Creia. Persevere até o fim.

Que Deus o abençoe.
Curta nossa página no facebook – http://www.facebook.com/verdejantes
Siga nosso blog e compartilhe nossas mensagens para abençoar seus amigos.

Uma palavra de esperança pode mudar a vida de uma pessoa. A Palavra de Deus transforma vidas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Enriqueça mais essa discussão com seu comentário.

Postagens relacionadas